Priples sob investigação por suspeita de Golpe da Pirâmide Financeira

Como eu suspeitava, a Priples está sob investigação da Polícia Civil Pernambucana por suspeita de golpe da Pirâmide Financeira.

Se as suspeitas forem confirmadas, quem entrou quem entrou no negócio no início vai ganhar dinheiro por algum tempo, mas somente até que a Pirâmide desmorone. Isto porque o rendimento dos participantes é custeado exclusivamente ou em grande parte pela adesão de novos participantes. Este tipo de golpe já e antigo e é também conhecido como esquema Ponzi.

Transcrevo abaixo trecho da matéria de Hugo Bispo do jornal Diário de Pernambuco de 11/06/2013.

Em um mês, R$ 1 mil geram mais R$ 600. No mínimo. E o melhor: você nem precisa sair de casa para isso. É só responder a cinco perguntas propostas diariamente por um site. E pode pesquisar na internet para responder, se quiser. E não se preocupe, ninguém do portal vai checar se as respostas estão corretas. Parece brincadeira, mas não é.

É esse o negócio que uma empresa pernambucana de marketing multinível chamada Priples propõe aos usuários. Com quantias a partir de R$ 100, o investidor ganha o direito de ser remunerado em 2% ao dia durante um ano.  A promessa de ganhos chama tanta atenção que também atraiu os olhares da Polícia Civil do estado, que abriu inquérito para investigar o caso. A Priples está sendo investigada por crime contra a economia popular – mais conhecido como esquema de pirâmide financeira. Já existem 11 queixas contra a empresa.

Segundo o advogado Thiago Lapenda, do escritório Lima e Falcão, pode ser configurada como pirâmide toda operação financeira em que a remuneração de clientes antigos é feita com o dinheiro de novos clientes, e não com o rendimento de serviços ou produtos vendidos. “Esse tipo de negócio não é sustentável, pois os lucros distribuídos são maiores que a receita da empresa.”

O delegado titular da Delegacia do Ipsep e autor do inquérito contra a Priples, Carlos Ferraz, acredita que o caso se trate de uma pirâmide e só espera o resultado da perícia contábil para comprovar oficialmente sua tese. “Como uma empresa cuja razão social é de R$ 30 mil pode pagar dividendos milionários aos seus clientes?” Ferraz conta que a Priples poderá ser indiciada por outros crimes, como formação de quadrilha, sonegação fiscal e estelionato.

O dono da empresa, Henrique Maciel Carmo de Lima, foi intimado para depor, mas não compareceu. Quando for concluído, o caso será levado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Até agora 11 pessoas prestaram queixa contra Priples, de acordo com Carlos Ferraz. Foram registradas denúncias a respeito do não pagamento dos rendimentos no dia previsto.

Quem quizer ler a reportagem completa pode Clicar AQUI.

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